Galeria BR tem vitrines vazias e salas à espera de novos negócios na BR-316
· Cintia Magno / Diário do Pará
Por trás das vitrines de vidro, salas sem mercadorias ainda conservam letreiros dos negócios que ocuparam o endereço. Nos corredores, o forro apresenta aberturas e manchas, enquanto grades e corrimãos acumulam ferrugem. Às margens da BR-316, em Ananindeua, a Galeria BR reúne sinais de uma ocupação comercial incompleta e chama a atenção para os vazios urbanos presentes em áreas de grande circulação e oferta de serviços na Região Metropolitana de Belém.
Registros fotográficos de outubro de 2026 mostram diferentes faces dessa situação. Há espaços esvaziados, com portas de vidro fechadas e revestimentos desgastados, ao mesmo tempo em que uma das lojas mantém produtos expostos.
Na grade externa, uma faixa anuncia salas comerciais para aluguel. O cenário aponta para a subutilização do conjunto que já abrigou diversos serviços e um grande fluxo de pessoas.
GALERIA | Veja como está a galeria hoje
A condição já havia sido documentada em julho de 2024. Na ocasião, uma reportagem do DIÁRIO DO PARÁ identificou poucas lojas em atividade e uma parcela significativa da Galeria BR sem uso. O levantamento também registrou entulhos e partes do forro interno se soltando. Mais de dois anos depois, as imagens atuais voltam a mostrar espaços comerciais desocupados no endereço.
Um endereço de serviços
Além da atividade comercial, a Galeria BR já abrigou um serviço público de emissão de documentos. Em fevereiro de 2012, a Polícia Civil anunciou que o posto de identificação instalado no local passaria a atender também aos sábados. A medida buscava ampliar o acesso à primeira e à segunda via da carteira de identidade, inclusive para quem não conseguia procurar atendimento durante a semana.
O imóvel também aparece em registros oficiais como referência para os deslocamentos na rodovia. Em setembro de 2020, durante as obras de requalificação da BR-316, uma parada de ônibus foi transferida para a frente da Galeria BR, onde já existia um ponto de embarque. Apesar da grande movimentação de pessoas gerada pela parada, o cenário contrasta com as salas vazias registradas atualmente dentro do estabelecimento.
O que mostram as imagens
Na fachada, colunas revestidas de pequenas pastilhas azuis e detalhes amarelos ainda marcam a construção. Palmeiras acompanham parte da frente do imóvel, onde permanecem placas de serviços e nomes de lojas. Em alguns pontos, os painéis apresentam desgaste e trechos descascados.
Pelas portas transparentes, é possível observar salas sem exposição de produtos. Uma delas mantém paredes cor-de-rosa e adesivos de marcas, embora o espaço esteja esvaziado. Em outra, o letreiro permanece sobre uma vitrine sem mercadorias. São vestígios da ocupação comercial que continuam visíveis mesmo depois da retirada dos produtos e do mobiliário.
Nas áreas de circulação, as fotografias mostram aberturas no forro, fios pendentes e peças metálicas com ferrugem. No corredor externo, pequenas plantas crescem entre as juntas do piso.
A presença de mercadorias em uma loja e do anúncio de locação também integra o registro. Embora parte das salas esteja vazia, o imóvel ainda apresenta sinais de uso comercial e oferta de espaços para novos ocupantes.
Vazio dentro da cidade
A discussão sobre vazios urbanos abrange tanto terrenos sem construção quanto imóveis existentes que permanecem sem uso ou parcialmente ocupados. Na Galeria BR, o contraste aparece dentro do próprio conjunto: salas desocupadas dividem a estrutura com espaços que ainda mantêm produtos e anúncios de serviços.
O registro de subutilização feito em 2024 e as fotografias de 2026 colocam novamente o endereço nessa discussão. Para além das marcas de desgaste, as vitrines vazias mostram uma estrutura comercial cujo aproveitamento permanece incompleto. Na fachada, a faixa de aluguel indica a oferta de salas; atrás dos vidros, os espaços desocupados tornam visível essa espera.
Fonte: Diário do Pará, por Cintia Magno. Publicação original: 13/10/2026 às 16:04.
Foto: Imagem da publicação de Diário do Pará (autoria não identificada automaticamente).