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Remo empata de novo e vê o milagre da permanência ficar distante

· Gerson Nogueira / Diário do Pará

Remo empata de novo e vê o milagre da permanência ficar distante

Um empate com tintas emocionantes com chances perdidas nos minutos finais manteve o Remo na incômoda penúltima posição, sem avançar na missão cada vez mais difícil de permanecer na Série C. Como em tantas outras ocasiões, o time azulino até teve como garantir a vitória, mas falhou no fundamento mais importante. As finalizações erradas voltaram a castigar cruelmente o time.

O jogo começou com o Remo apertando em busca do gol, com ações rápidas de Marcelinho e David Braga pelo lado direito, mas logo no primeiro chute a gol do RB Bragantino em direção ao gol a bola entrou.

Uma espécie de sina do Leão no campeonato. O time normalmente impõe pressão, cria uma ou duas chances, mas no primeiro descuido toma o gol. Muitas vezes o adversário nem precisa se estabelecer em campo e já consegue abrir em campo.

No lance que gerou o gol adversário, aos 9 minutos, um descuido de Marllon, Patrick e Zé Ivaldo permitiu que Lucas Barbosa tivesse liberdade para girar na pequena área e pudesse desferir um chute forte, sem chances para o goleiro Ivan Quaresma. Após demorada análise do VAR, o gol foi confirmado.

Apesar das boas investidas com David Braga, Marcelinho e Galeano, criando dificuldades para a defesa do Bragantino, o Remo seguia errando nas finalizações. E, quando a bola ia em direção ao gol de Tiago Volpi, aparecia um zagueiro para desviar.

Mais à vontade com a vantagem, o Bragantino passou a explorar o contra-ataque e quase ampliou com Wallace, mas o Remo também podia ter empatado na reta final com Taliari, que recebeu de frente para o gol, mas a bola desviou na zaga.

Um erro de passe dos zagueiros do Leão quase presenteou o Bragantino com o segundo gol. A bola chegou a entrar, mas o lance foi anulado pelo árbitro Alex Gomes Stefano porque Fernando desviou com a mão na disputa com Ivan Quaresma.

O 2º tempo começou equilibrado, com o Remo procurando se organizar e avançando com a bola dominada. A entrada de Jajá deixou o time mais agressivo e veloz pela esquerda. Depois de boas manobras no ataque, uma jogadinha característica do atacante levou ao empate azulino.

Aos 9 minutos, Jajá recebeu passe curto de Taliari, passou pela marcação de dois zagueiros e chutou da entrada da área, acertando o canto direito da trave de Volpi, empatando a partida. Foi o 8º gol do artilheiro.

Por cerca de 15 minutos, o Remo pressionou bastante, já com Eduardo Melo no comando do ataque, mas havia sempre um erro no disparo final. Quase aos 30’, Taliari recuperou bola após rebote da defesa e tocou para Marlon Mateus, que acertou uma bomba, sem defesa para Volpi.

Na revisão do VAR, o gol foi anulado, frustrando a torcida azulina. Taliari estava ligeiramente adiantado na origem do lance. Depois disso, o Remo seguiu melhor em campo. Eduardo Melo, Zé Ivaldo, Jajá e Pikachu também perderam chances claras para desempatar a partida.

Em cobrança de escanteio cobrado por Marcelinho, a bola tocou no braço de Lucas Barbosa, mas o árbitro ignorou as reclamações do time azulino. No último minuto, a bola foi desviada por Zé Ivaldo, mas Taliari não chegou a tempo de escorar para as redes.

O resultado deixa o Leão com 11 jogos sem vitória, sequência que torna ainda mais tensa a situação do time na competição. O sonho de permanência vai ficando cada vez mais improvável.

Arbitragem fraca compromete jogo bom

Quem assistiu Grêmio x Cruzeiro, ontem à tarde, teve uma triste exibição da nova arbitragem brasileira. Durante todo o 1º tempo, o zagueiro Kannemann usou e abusou do jogo ríspido, reclamou acintosamente, peitou o confuso árbitro João Vítor Gobi e ficou em campo até quase o final.

As interpretações da arbitragem e do VAR também foram desastrosas. O pênalti assinalado em favor do Grêmio foi uma disputa normal por espaço dentro da área. Logo em seguida, Kaio Jorge foi atingido na área e o critério não se manteve.

A pancadaria corria solta e o árbitro fingia não ver. Lances que mereciam advertência eram ignorados, incentivando mais ainda o jogo bruto. Quando o Cruzeiro tomou as rédeas do jogo, passou a dominar com tranquilidade e virou o placar, a coisa ficou pior ainda.

O notório Kannemann finalmente recebeu cartão amarelo e se revoltou, partindo para cima de João Vítor Gobi. Não satisfeito, fez gesto de “roubo”, o que, além de absurdo, constituía uma ingratidão. Ele só estava em campo ainda porque o árbitro não aplicou as regras.

O placar final de 4 a 2 fez justiça ao melhor futebol do Cruzeiro, mas durante todo o 1º tempo ficou a sensação de que havia uma excessiva boa vontade com o Grêmio, que está em situação de desespero e ameaçado de rebaixamento.

Aliás, a ajuda ao Tricolor gaúcho começou no jogo com o Remo, em Belém, quando um pênalti cometido pelo mesmo Kannemann não foi marcado, logo no início da partida, prejudicando o time paraense.

Quando a vida inteligente chega ao futebol

“El mundo vive un momento complicado, con un genocidio en curso. No puedo estar preocupado como quien sufre por una guerra. Somos unos privilegiados por estar aquí hablando de fútbol”.Clarence Seedorf, técnico do Corinthians.

Fonte: Diário do Pará, por Gerson Nogueira. Publicação original: 19/10/2026 às 10:35.

Foto: Imagem da publicação de Diário do Pará (autoria não identificada automaticamente).