Política

TSE suspende canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp e manda Meta monitorar e apagar conteúdos

· Daniel Vinagre / Estado do Pará Online

TSE suspende canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp e manda Meta monitorar e apagar conteúdos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13) a suspensão imediata do ingresso de novos seguidores e da veiculação de novas postagens no canal “Exército do Lula”, que conta com 4,2 milhões de inscritos no aplicativo WhatsApp.

A medida condiciona a retomada das atividades à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento de um prazo de carência de 48 horas após o registro oficial, conforme exige a resolução eleitoral vigente.

Além das travas no canal administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), o presidente do TSE ordenou que a empresa Meta realize o monitoramento proativo das publicações na plataforma. A empresa controladora do aplicativo deverá excluir preventivamente mensagens cujo teor já tenha sido objeto de ordens prévias de remoção emitidas pelo TSE, além de preservar o histórico de registros e métricas para futura auditagem judicial. A Meta recebeu o prazo de 24 horas para comprovar o cumprimento da ordem e relatar eventuais limitações tecnológicas.

A nova determinação ocorre após uma sequência de decisões conflitantes no tribunal durante o fim de semana. No sábado (11), Nunes Marques havia ordenado o bloqueio total do canal, mas a medida foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, sob o argumento de que a suspensão não poderia ter sido decretada em âmbito administrativo, uma vez que o caso já tramitava em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) sob sua relatoria.

Ao reavaliar a matéria na terça-feira (13), Nunes Marques sustentou que a ausência de notificação formal do link do canal à Justiça Eleitoral constitui irregularidade formal suficiente para paralisar as transmissões até a devida regularização da chapa.

A defesa do canal e integrantes da campanha governista criticaram a determinação, alegando cerceamento à liberdade de comunicação na reta final da disputa presidencial.

Fonte: Estado do Pará Online, por Daniel Vinagre. Publicação original: 13/10/2026 às 12:52.

Foto: Imagem da publicação de Estado do Pará Online (autoria não identificada automaticamente).